segunda-feira, setembro 03, 2007

QUAL É A SUA POSIÇÃO?


No dia 23/08, no jornal "Folha de S Paulo", caderno "equilibrio", saiu uma matéria da jornalista Rosely Sayão, sobre a relação de pais e a escola.
Achei interessante e lembrei de alguns fatos que presenciei em reuniões de pais e mestres, que por vezes me deixava estarrecida.
Sempre acompanhei meus filhos na escola, fui muito presente e colaboradora.
Depois com o Érickinho, enquanto estive por perto, também era eu quem participava das reuniões, em virtude da Camila estar sempre trabalhando nos horários de reunião.
Bom, pelo que vi nesta matéria, as coisas não mudaram muito. Continua existindo pais que vão às reuniões apenas para criar problemas com a escola e os professores.
Para muitos pais não conta a preparação da escola no intuito de ajudar na educação de seus filhos. O que conta é o individualismo. A preocupação apenas no conforto e bem estar de seu filho.
Ví muitas vezes pais, que elevavam a vóz com os professores, por que o filho tinha brigado com o amiguinho, e aí a mãe queria a transferência pelo menos de horário de um dos dois, no geral, preferia que quem fosse transferido era o amiguinho.
Quando na minha opinião, o correto era uma boa conversa com o filho, para que o mesmo aprendesse a conviver bem com os colegas.
Isso é apenas um exemplo, muitas outras discussões, tive oportunidade de presenciar, e sempre achei que isso não estava preparando aquela criança para o futuro, o mundo lá fora não é nada bonzinho, e eu não vou poder impedir que meu filho viva.
Como disse a Rosely nessa matéria, no futuro, não vamos poder escolher os colegas de trabalho de nossos filhos, não vamos poder escolher todas as pessoas com as quais ele terá de conviver.
E seria perfeito, se o meu filho estivesse preparado para viver bem com qualquer pessoa, não importando o sexo, a cor, a posição social, tudo isso ele terá que enfrentar vida afora.
Jamais vamos poder cobri-lo, e colocá-lo em uma redoama de vidro.
É importante olhar e pensar, o que estou fazendo da minha criança?
Uma pessoa preparada para enfrentar as dificuldades do mundo, ou um cagão, como vemos tantos por aí?
Dá tempo de analisar, nem sempre a dita "proteção" exagerada, colabora com o crescimento de quem tanto amo.

6 comentários:

Ítalo de Paula Pinto disse...

Ótimo artigo! Para quem está do outro lado, no caso como professor, tenho essa mesma impressão que você possui.

Forte abraço.

O Meu Jeito de Ser disse...

Pois é Ítalo, falo desse lado também, porque embora nunca fui professora, mas sempre fui muito presente, sempre acompanhei e ajudei os professores dos meus filhos, isso me possibilitou ver também o outro lado, e lastimar.
Obrigada pela visita.
Um beijo
Como estão a Renata e linda herdeira?

Magaly disse...

Falou bem, Aninha, não perdeu um detalhe. Não lido mais com este tipo de problema nem como mãe, nem como avó, mas, pelo que vc diz, os velhos problemas se repetem. É bom insistir nesse ponto sempre que se possa, mormente hoje em dia, com as mães mais ausentes de casa, nem sempre podendo contar com os mais velhos.
Ainda bem que existe um bom número de atentas, apesar de suas responsabilidade avantajadas dentro e fora da família.

O Meu Jeito de Ser disse...

Magaly, o que acho bem complicado, é que além de ausentes, por ganharem seu próprio dinheiro perderam um pouco da modéstia, e aí se viram contra quem lhes ajuda, quem está tentando dividir as responsabilidades com eles.
É uma pena, mas precisamos acordar e ver as coisas de frente.
Beijos menina.

Rosamaria disse...

Anninha

Realmente sempre tem os pais que superprotejem os filhos e acham que eles sempre têm razão.
Eu procurei sempre colaborar com a escola, seja nas reuniões de pais e mestres ou ajudando a organizar eventos para angariar fundos e vi muita coisa errada. Como não trabalhava fora, pude acompanhar meus filhos e hoje estou realizada com o trabalho que fiz com eles. Tenho orgulho dos três.

Bjs.

O Meu Jeito de Ser disse...

Rosa, também fiz muito isso, e aí a gente sente os dois lados.
Trabalhei bastante na escola, mesmo trabalhando fora, uma vez por mes, no domingo, juntávamos os pais que queriam colaborar, e íamos lavar as salas de aula, com a ajuda dos alunos que escreviam e sujavam as carteiras, que nesse momento faziam o outro lado. O da faxina.
Gostava muito disso.
Um beijo.