sexta-feira, março 09, 2007

ENDOMETRIOSE!

Conforme prometí, hoje falo aqui de um assunto muito importante e sério.
Proposto pela Alê, para encerrar a semana da endometriose, hoje tem post coletivo sobre o assunto.
Eu na verdade não tenho este problema, nem tenho ninguém próximo que eu saiba sofra desse mal.
Mas fui ler, e pesquisar alguma coisa para poder passar algumas informações.
No blog da Alê, há bastante informações, está aqui.
Encontrei muita coisa a respeito, mas achei este texto bastante explicativo, e muito claro. Tirei daqui

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação.

ONDE SE LOCALIZA ?

Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis.

PRINCIPAIS SINTOMAS

O principal sintoma da endometriose é a dor, as vezes muito forte, na época da menstruação. Dores para ter relações também são comuns. Mas muitas mulheres que tem endometriose não sentem nada. Apenas tem dificuldade em engravidar. Por outro lado ter endometriose não é sinônimo de infertilidade, muitas mulheres com endometriose engravidam normalmente. 30 a 40 % das mulheres que tem endometriose tem dificuldade em engravidar.

CAUSAS ?

Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7 % das mulheres tenham endometriose.

GRAUS DA DOENÇA:

Para finalidades didáticas a endometriose foi classificada em graus de I a IV. Na prática verificou-se que estes graus não refletem obrigatoriamente a gravidade da doença ou suas chances de tratamento. Muitas vezes uma endometriose grau I é pior, em termos de fertilidade e sintomas, que uma de grau IV.

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito através da história clínica, ultra-som endovaginal na época da menstruação, exame ginecológico. A certeza, porém, só pode ser dada através do exame anatomo patológico da lesão, ou biópsia. Esta pode ser feita através de cirurgia, laparotomia, ou, preferível, laparoscopia. Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulaçãoda cavidade abdominal através de instrumentos de ótica e/ou vídeo bem como de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdomem. É um procedimento cirúrgico realizado geralmente com anestesia geral.

TRATAMENTO:

Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos.

As principais metas do tratamento são:

Aliviar ou reduzir a dor.

Diminuir o tamanho dos implantes.

Reverter ou limitar a progressão da doença.

Preservar ou restaurar a fertilidade.

Evitar ou adiar a recorrência da doença.

O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia. Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta freqüência, ou bisturi elétrico. A decisão cirúrgica é importante. A maior parte dos sucessos terapêuticos ocorrem após uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas pois aumentam a chance de aderências peritoneais tão prejudiciais como a própria doença.


O tratamento clínico de formas brandas em mulheres que não pretendem engravidar pode ser feito com anticoncepcionais orais. Há um certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada já que a doença é evolutiva.

Em mulheres que pretendem engravidar o tratamento pode ser feito com cirurgia e tratamento hormonal ou tratamento hormonal e depois cirurgia.

Pela seriedade do assunto vale a pena ler e saber mais. Tudo na vida torna-se mais difícil, quando falta informação, quando a ignorãncia, ou a falta do saber, impedem que se busque a cura, ou mesmo um tratamento paliativo.





4 comentários:

DO disse...

Depois de tantas informações,duvido que alguem ainda diga que desconheça o assunto,heheheh
Ana,apesar de um pouco atrasado,não poderia deixar de vir aqui e deixar-lhe um grande beijo pelo dia de ontem!!!

Otimo final de semana!!

ale disse...

Oi Aninha.
Seu ultimo paragrafo diz tudo, e foi isso o que mais me motivou a escrever a respeito. Quando temos informacao eh mais facil argumentar tratamentos, exigir cuidados, saber o que pode vir a acontecer.
Muitissimo Obrigada por participal.
BJS

Luz disse...

ENDOMETRIOSE! que palavra esquisita e tão importante…
Sou sincera não SABIA nada sobre esse assunto.
Conheço duas mulheres com dificuldade de engravidar, vou-lhe mostrar este texto.
Será que devo ter vergonha da minha ignorância?
Enfim, nunca é tarde para aprender.
Ainda bem que conheci a ANINHA, assim sei mais coisas interessantes.

Beijinhos e muito Sol na sua casa…

Helô disse...

Pois é, Aninha, hoje o que não falta é informação, mas é sempre muito útil fazer o que você fez. O grande problema que vejo no Brasil é a falta de recusrsos para exames preventivos. Quantas doenças graves não poderiam ter sido evitadas se tivessem sido descobertas antes? A gente que tem plano de saúde tem obrigação de fazer os periódicos indicados. E normalmente o fazemos em clínicas com todo o recurso. E quem depende do INSS? Ótimo post.
Beijos.